No entendimento de Ido, o voto de Landmark poderia ter feito com que o veto caísse. “A ausência do Representado Landmark na sessão trouxe o gosto amargo que denota que os seus interesses políticos junto ao Poder Executivo são mais fortes e maiores do que a defesa da população que ele se comprometeu a defender enquanto pediu votos sob as marcas e o número de legenda de nosso partido”, alega.
Em nota encaminhada pelo presidente municipal do PT, o deputado estadual Pedro Kemp, o partido dos trabalhadores assumiu que teve participação na manutenção do veto do Executivo e disse entender a ausência do vereador Landmark na sessão. A sigla considera um erro político grave por parte do parlamentar, que alegou ausência por cumprir uma agenda em Brasília ao lado do ministro Guilherme Boulos.
Ainda conforme a nota, Landmark reconheceu o erro, mas o partido adiantou que não deve imputar o parlamentar em ato de infração. A direção do PT, para evitar a repetição de “tais erros”, ainda deliberou estreitar a relação da executiva municipal com a bancada petista, em especial quanto a tomar ciência e debater com antecedência a pauta da Câmara de Campo Grande.
A nota ainda afirma recomendar que a bancada municipal crie e mantenha mecanismo de interação institucional de forma semanal e sistemática, com a finalidade de uniformizar as posições dos parlamentares, respeitando a pluralidade, características e vocação de cada um dos três mandatos.
Vereadores recuaram sobre taxa do lixo
No último dia 12 de janeiro, os vereadores chegaram a realizar uma sessão extraordinária e aprovaram um projeto para barrar o aumento da taxa do lixo. Na ocasião, foram 22 votos favoráveis à proposta. O Executivo barrou o PL 24h depois da votação.
Após quase um mês, a Câmara resolveu votar o veto do Executivo, e teve vereador que recuou e votou de forma contrária ao que havia votado na sessão extraordinária.
Os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão do (PSB), Leinha (Avante) e Dr. Jamal (MDB) votaram a favor do PL que tinha a intenção de barrar o aumento da taxa do lixo. Mas, na última sessão, que aconteceu em 10 de fevereiro, o trio recuou e resolveu ajudar a manter o veto — sendo favoráveis ao aumento da taxa.