Ex-F1 diz que grupo de pilotos “explodiu” após forte batida de Bearman no Japão

Por Redação do ge — Rio de Janeiro

O forte acidente sofrido por Oliver Bearman no GP do Japão (relembre acima) segue reverberando entre os pilotos da Fórmula 1. Os competidores têm um conhecido grupo de WhatsApp, e Alexander Wurz, ex-F1 e atual presidente da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), revelou que o ambiente está muito mais movimentado do que o normal após a batida.

 

Oliver Bearman sofreu forte batida no GP do Japão da F1 em 2026 — Foto: Kym Illman/Getty Images

Oliver Bearman sofreu forte batida no GP do Japão da F1 em 2026 — Foto: Kym Illman/Getty Images

– O famoso grupo de WhatsApp realmente explodiu. Raramente todo mundo esteve tão envolvido. Os pilotos estão expressando suas emoções e propondo várias soluções técnicas ou de outro tipo para os regulamentos – disse ao podcast “Lift and Roast”.

 

Wurz evitou dar detalhes sobre o exato teor das conversas no grupo, mas garantiu que os pilotos estão focados em trabalhar para tornar a Fórmula 1 melhor.

– É claro que eu não posso compartilhar (as conversas). Eu não vou fazer isso, não vou além da sombra de diretor da GPDA. O que está escrito lá, fica lá. Mas o bonito disso, e o meu ponto principal, é que os pilotos estão muito envolvidos emocionalmente com o produto, genuinamente interessados nisso. Eles não poderiam ligar menos para a política – completou.

A colisão de Bearman aconteceu na 22ª volta da corrida de domingo, em Suzuka. O inglês estava em 18º lugar quando, na chegada à curva 13, tentou desviar do argentino Franco Colapinto – que desacelerou bruscamente na frente.

Oliver Bearman abandonou o GP do Japão da F1 2026 após batida forte — Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images

Oliver Bearman abandonou o GP do Japão da F1 2026 após batida forte — Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images

Logo depois da prova, vários pilotos cobraram soluções para o principal problema do novo regulamento: a perda súbita de velocidade nas retas. Isso acontece por causa do sistema de recuperação de energia, já que a velocidade diminui quando a bateria do carro se esgota – o chamado “superclipping”.

Foi o que aconteceu com Franco Colapinto no incidente com Bearman. Enquanto o argentino da Alpine desacelerou por estar carregando a bateria, o inglês da Haas acelerava ao tentar ultrapassar, e a diferença de velocidade fez com que o piloto perdesse o controle do carro e se acidentasse.

Os dois envolvidos no acidente expressaram críticas ao funcionamento dos motores; além deles, nomes como o atual campeão Lando Norris, o tetracampeão Max Verstappen e o espanhol Carlos Sainz se manifestaram. Sainz é um dos diretores da GPDA e ressaltou que os pilotos avisaram sobre a possibilidade de uma batida deste tipo ocorrer “com frequência”.

– Temos sido muito claros ao afirmar que o problema não é apenas a classificação, mas também a corrida. Tivemos sorte de haver uma área de escape. Agora, imagine Baku, Singapura ou Las Vegas. Nós alertamos a FIA de que esses acidentes vão acontecer com frequência e precisamos mudar algo logo. Espero que isso sirva de exemplo e que ouçam mais os pilotos e menos as equipes e pessoas que disseram que estava tudo bem, porque não está tudo bem.

FonteGE

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