Ex-catadora de latinhas vira atleta e chega ao topo do Monte Everest: ‘Todos têm o poder interno de realização’

Entre os cinco brasileiros que chegaram ao cume do Monte Everest — a montanha mais alta do planeta com 8.848 metros de altitude —, estava a paulista Aretha Duarte, de 37 anos, uma catadora de recicláveis que virou atleta e chegou ao topo do mundo.

Antes de caminhar na neve, Aretha teve que pisotear pequenos montes de esperança. Nasceu e cresceu no Jardim Capivari, periferia de Campinas (SP), onde a família mora até hoje. Ela foi a única da família a concluir o ensino superior. Durante a faculdade de Educação Física, conheceu o montanhismo.

Desde 2011, Aretha trabalha como guia de escalada. Já levou clientes para algumas das maiores montanhas do mundo, como o Aconcágua, na Argentina, e o Kilimanjaro, na Tanzânia. Mas ela queria um desafio maior, o Monte Everest, situado na Cordilheira do Himalaia, mais precisamente na fronteira da China com o Nepal.

“Quando eu vi uma foto dessa montanha eu falei: eu quero estar nesse lugar, eu posso estar nesse lugar”, conta.

 

Durante um ano e meio, Aretha se esforçou diariamente captando recursos para a expedição, um sonho de quase R$ 400 mil. De latinha em latinha, de quilo em quilo, ela venceu o primeiro obstáculo. Coletou 130 toneladas de material reciclável, o equivalente a R$ 110 mil aproximadamente. Até no Caldeirão do Huck ela esteve para conseguir juntar a quantia necessária.