Entenda como será cobrança retroativa da taxa de iluminação pública em Campo Grande

Na próxima conta de energia elétrica, o consumidor que mora em Campo Grande vai encontrar mais uma taxa nas letras miúdas. Além da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) atual, terá a Cosip que não foi cobrada entre julho de 2016 e janeiro de 2017. Serão dez meses com essa cobrança extra.

Para entender quanto cada um terá que desembolsar, é preciso usar como base a tarifa pública que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define uma vez por ano, sempre no mês de abril. A penúltima, que deve ser usada para calcular a Cosip retroativa, era de R$ 369,03.

Para cada faixa de consumo, é aplicada uma alíquota sobre o valor da tarifa pública. Para fazer a conta de quanto deve pagar, é necessário pegar as contas antigas.

Por exemplo: se entre julho de 2016 e janeiro de 2017 o consumo mensal em uma casa ficou entre 101 e 150 kW/h, a alíquota é de 4,5% sobre os R$ 369 da tarifa da Aneel. Isso dá R$ 16,61 por mês. Aí é preciso multiplicar esse valor por 6, equivalente aos seis meses de interrupção da cobrança. Nesse caso, totaliza R$ 99,66. Como essa conta será dividida em dez vezes, o consumidor desse exemplo pagará R$ 9,96 de Cosip atrasada.

Tarifa conforme faixa de consumo – residencial

Faixa de consumo (em kWh) Alíquota (%) Taxa Cosip
De 0 até 100 0,0 R$ 0
De 101 a 150 4,5 R$ 16,61
De 151 a 200 5,0 R$ 18,45
De 201 a 250 7,0 R$ 25,83
De 251 a 300 7,5 R$ 27,68
De 301 a 400 8,0 R$ 29,52
De 401 a 500 9,0 R$ 33,21
De 501 a 600 9,5 R$ 35,06
De 601 a 700 10,0 R$ 36,90
De 701 a 800 10,5 R$ 38,75
De 801 a 900 11,5 R$ 42,44
De 901 a 1000 12,5 R$ 46,13
De 1001 a 1500 13,5 R$ 49,82
Acima de 1501 15,0 R$ 55,35

Mas como o consumo varia mês a mês, a conta pode mudar. Não haverá juros e correção monetária na cobrança da Cosip.

“Na conta de julho, nós já teremos uma indicação, uma discriminação em separado do retroativo da Cosip incluindo o parcelamento em dez vezes”, explicou o subsecretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, Valdir Custódio da Silva.

Fonte: G1 Mato Grosso Do Sul