Em audiência, secretário de Saúde presta contas e detalha ações de combate ao Coronavírus

Atendendo convocação da Comissão Permanente da Saúde da Câmara, o secretário Municipal de Saúde, José Mauro Pinto de Castro Filho, apresentou os principais dados em relação a receitas, despesas, investimentos e projetos durante o 3º quadrimestre do exercício financeiro de 2020, bem como as ações de combate ao Coronavírus. A prestação de contas é feita a cada quatro meses pela Sesau, para acompanhamento e fiscalização das metas e destinação dos recursos da saúde de Campo Grande.

“Estamos diante de problemas cada vez mais complexos na saúde. Antes, tínhamos a dengue, as situações já inerentes à saúde, como atendimentos e exames. Agora, temos a Covid-19, que esse mês completa em torno de um ano em nosso município. Tivemos, infelizmente, cerca de 1.400 óbitos, mas conseguimos evitar um dano maior devido ao fluxo de atendimento”, lembrou o secretário.

Durante a audiência, o titular da Sesau explanou ainda números sobre atendimentos na rede pública de saúde, investimentos, despesas, recursos humanos e as metas a serem atingidas durante o ano de 2021. Segundo ele, o trabalho realizado pela Prefeitura em parceria com a Câmara Municipal foi importante para evitar um número ainda maior de óbitos.

“Conseguimos estabelecer um fluxo de atendimento para o Covid desde o início. Aumentamos o número de leitos. Antes, tínhamos 116 e, hoje, 308, mais 500 leitos clínicos. Temos exames, vacinas. A vacinação começa de forma tímida, devido ao fato de ser um produto de difícil acesso no mundo. Todo inicio de processo tem essa dificuldade. Estamos diante de uma doença sem precedentes, então tem que ser um esforço coletivo, e o município sempre teve um diálogo aberto com a Câmara. É uma parceria para conseguirmos vencer esse problema”, analisou.

A audiência foi convocada pela Comissão de Saúde da Casa de Leis, composta pelos vereadores Dr. Sandro (presidente), Dr. Victor Rocha (vice), Dr. Jamal, Tabosa e Dr. Loester. Como medida preventiva à disseminação do Coronavírus, ela foi fechada ao público, mas transmitida ao vivo pelas redes sociais da Casa de Leis.

Vereadores querem soluções – Em sua fala, o vereador Prof. André cobrou atenção especial às unidades, que, segundo ele, sofrem com a infraestrutura precária. “É uma grande demanda que atendemos aqui na Casa. A Sesau acompanha com zelo os convênios. Mas, nas unidades, temos visto com preocupação a falta de estrutura. Falta computador, conservação, acompanhamento na manutenção, basicamente. O poder público sempre faz obras novas, mas não faz manutenção preventiva básica“, apontou.

Outro que demonstrou preocupação com as estruturas públicas foi o vereador Tabosa. “A UPA da Vila Almeida tem que fechar, a do Coronel Antonino também. Na saúde pública, que tem um orçamento que chega quase R$ 2 bilhões, a gente vê esse descaso. Chega ser estarrecedor. Filmamos camas todas quebradas, colchão velho, cheio de mofo, e o ar condicionado novo que tem foi comprado com vaquinha do servidor”, apontou.

O vereador Otávio Trad, por outro lado, ponderou que as unidades de saúde devem ser fiscalizadas, mas lembrou que a Capital tem mostrado avanços significativos na área da saúde – saltou da 27ª para a 8ª posição no ranking da atenção básica em três anos, segundo o Ministério da Saúde.

“Tudo tem como melhorar e a gente tem melhorado. A cidade, gradativamente, tem melhorado. Em 2021, a saúde tem enfrentado um dos meiores desafios de todos os tempos, que é o combate a pandemia. Todo o foco da Secretaria de Saúde, desde o início da pandemia, tem sido o combate a esse vírus. Nosso município tem uma das melhores condutas de combate ao vírus no Brasil”, disse.

O vereador Dr. Victor Rocha segue a mesma linha. Para ele, apesar dos esforços do poder público, há o que ser melhorado. “Quando houve a necessidade de ampliação de leitos, o município fez seu dever de casa. Temos R$ 1,9 bilhão de receita resultado de impostos e transferências constitucionais. A gente sabe que a Sesau está fazendo o possível para atender bem a população, mas temos coisas que precisam ser melhoradas”, afirmou.

Para a vereadora Camila Jara, é necessário canalizar investimentos em uma rede de saúde pública. “Me preocupa termos uma estrutura de saúde pública condicionada a convênios com a rede privada. Principalmente no que diz respeito a exames de mamografia e outros de média e alta complexidade da saúde da mulher. É fundamental que encontremos soluções para estruturar uma rede própria pública”, analisou.

Já o vereador Dr. Sandro Benites defendeu união e diálogo para resolver os problemas da rede pública em Campo Grande. “Apontar os erros é necessário sempre. Mas, mais importante, é chegarmos a uma solução. É fácil apontar o erro. As soluções só conseguiremos conversando e não faremos isso sozinhos, mas em conjunto. A Câmara está à disposição de vocês para que, juntos, achemos uma solução para o bem de Campo Grande, finalizou.