Em encontro político com profissionais da educação, temas defendidos por Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja dialogam com propostas de Carlos Bernardo voltadas à formação profissional, primeiro emprego e desenvolvimento regional
Ponta Porã (MS) – A educação como instrumento de transformação social, preparação para o mercado de trabalho e desenvolvimento dos municípios esteve entre os principais temas de um encontro do Sul-Fronteira RRC, que evidenciou questões que fazem parte do conjunto de propostas apresentadas pelo candidato a deputado federal Carlos Bernardo.
Durante o evento, Eduardo Riedel relacionou diretamente educação e desenvolvimento econômico. Em sua manifestação, afirmou que investimentos em infraestrutura e crescimento precisam resultar, ao final, em transformação na vida das pessoas, processo no qual a educação ocupa papel central.
Riedel destacou o avanço de escolas em tempo integral, investimentos em tecnologia, informática e robótica, além da ampliação da formação profissional dos estudantes. “A infraestrutura é importante, mas ela é ferramenta. O crescimento é importante, mas o objetivo final é a transformação da vida das pessoas”, afirmou. Ao falar sobre a educação, acrescentou que é por meio dela que os jovens podem alcançar as oportunidades de emprego e renda geradas pelo crescimento do Estado.
Essa visão encontra paralelo direto com as propostas de Carlos Bernardo. Entre os compromissos apresentados pelo candidato estão a ampliação do ensino técnico integrado ao ensino médio, o fortalecimento da educação profissional e uma maior conexão entre a formação oferecida aos jovens e as vocações econômicas das diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
O programa de Bernardo também prevê a criação de caminhos para o primeiro emprego, estágio e aprendizagem, além de medidas voltadas à conectividade e à educação digital nas escolas públicas e à ampliação do acesso ao ensino superior, especialmente no interior.
Carlos Bernardo defende ainda a integração entre educação e mercado de trabalho. “Não basta gerar oportunidade se o nosso jovem não estiver preparado para ocupá-la. Mato Grosso do Sul precisa identificar quais profissões serão demandadas nos próximos anos e começar agora a preparar os estudantes. Educação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico precisam caminhar juntos.”
Formação conectada à realidade de cada região
Outro ponto abordado por Riedel foi justamente a capacidade dos municípios de transformar crescimento econômico em melhoria da qualidade de vida. Segundo ele, o desenvolvimento do Estado ocorre a partir da transformação das cidades.
A concepção também aparece nas propostas de Bernardo ao defender que a formação profissional considere as características econômicas de cada território. Agroindústria, logística, tecnologia, comércio, turismo e serviços, por exemplo, demandam perfis profissionais distintos de acordo com cada região.
Municípios e fronteira
Reinaldo Azambuja abordou outro tema que também se conecta às propostas de Bernardo: a necessidade de políticas públicas capazes de reconhecer as diferenças existentes entre os municípios, especialmente aqueles localizados na faixa de fronteira.
Ao citar a dinâmica entre Brasil e Paraguai, Azambuja destacou que os municípios fronteiriços enfrentam situações específicas e defendeu maior integração em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. “Não dá para tratar fronteira igual. Existe uma peculiaridade”, afirmou. Segundo ele, a cooperação entre os dois países é necessária para enfrentar questões que ultrapassam os limites territoriais.
A defesa de políticas diferenciadas para a fronteira não é nova na trajetória de Azambuja. Durante seu governo, ele também sustentou publicamente a necessidade de ações específicas para a região fronteiriça e adotou como diretriz uma política de parceria com os municípios.
Esse olhar territorial também aparece no programa de Carlos Bernardo. Na educação, a proposta é ampliar oportunidades de ensino e qualificação no interior e na fronteira, ao mesmo tempo em que os cursos oferecidos estejam relacionados às transformações econômicas previstas para essas regiões.
“Quem vive na fronteira conhece uma realidade que não existe em outras partes do Brasil. Temos uma economia integrada e estamos diante das oportunidades abertas pela Rota Bioceânica. Isso exige preparar profissionais para logística, indústria, comércio exterior, tecnologia, saúde e serviços. Se não fizermos essa preparação agora, corremos o risco de criar empregos aqui e não termos gente daqui qualificada para ocupá-los”, sustenta Bernardo.





