É em um cenário de incertezas e extrema pressão, da Gávea ao Ninho do Urubu, que o Flamengo busca soluções para o jogo mais importante do semestre. A cinco dias de decidir a vida na Libertadores em Montevidéu, no Uruguai, contra o Peñarol, a permanência de Abel Braga até lá não está garantida. Mas as indefinições não se restringem à comissão técnica.
Elenco cansado, peças importantes fora de combate, oscilações intermináveis, esquema tático questionado e críticas para todos os lados têm exposto falhas de planejamento para uma competição que o clube não conquista há 38 anos e é sua prioridade. Mas que, temporada após temporada, teima em ser ao mesmo tempo sonho e pesadelo do torcedor rubro-negro.
Abel na berlinda
Por ora, Abel continua no cargo e vai comandar normalmente o treino na tarde desta sexta-feira no Ninho do Urubu. Porém, se na semana passada o discurso dentro do departamento de futebol era de que o técnico não estava ameaçado, hoje nenhum dirigente nos bastidores banca que ele estará no jogo contra o Peñarol na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.
Não é de hoje que o treinador é contestado nas arquibancadas e nas redes sociais, mas desde a derrota para a LDU em Quito, no Equador, que as críticas passaram a ecoar dentro do clube. O novo tropeço diante do Inter no Beira-Rio fez a situação crescer internamente, agora dentro do departamento de futebol. O noticiário em relação à situação de Abel já agita o mercado, e nomes de técnicos sul-americanos foram oferecidos para a diretoria nas últimas horas.





