Dólar fecha a R$ 5,28, menor patamar desde novembro, e Ibovespa bate recordes sucessivos após recuo de Trump

Investidores analisam dados do PIB dos EUA no terceiro trimestre e do índice de preços de gastos com consumo para calibrar apostas sobre juros americanos

Dólar à vista recua ao menor patamar desde novembro com alívio em risco global e rotação de ativos

O dólar à vista encerrou o pregão desta quinta-feira em queda frente ao real, em mais um dia marcado pelo alívio na percepção global de risco e também pela rotação de ativos, com investidores buscando diversificação em suas carteiras. A sessão foi marcada por uma melhora intensa nos mercados locais, em especial na bolsa, com fluxo de capitais estrangeiros possivelmente beneficiando o câmbio também. Diante desse movimento, o câmbio desfez todo o estresse observado no fim do ano passado com o anúncio da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Terminadas as negociações de hoje, o dólar à vista registrou desvalorização de 0,67%, cotado a R$ 5,2840, o menor patamar desde 11 de novembro de 2025, quando o dólar encerrou a R$ 5,2727. Cabe lembrar que esta data em novembro foi também aquela marcada pelo menor nível de fechamento do dólar em 2025.

FECHAMENTO: Dólar à vista encerra sessão em queda de 0,67%, a R$ 5,2840

 

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Petróleo cai com alívio de tensões geopolíticas e aumento nos estoques dos EUA

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores retirando o prêmio de risco embutido nos preços da commodity em meio ao alívio das tensões geopolíticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em ameaças em relação à Groenlândia e ao Irã, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sinalizou progresso nas negociações para um cessar-fogo com a Rússia nesta quinta-feira.

No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em março teve queda de 1,80%, cotado a US$ 64,06 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 2,08%, a US$ 59,36 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Ambos os contratos caminham para encerrar a semana no negativo. (Luana Reis)

Dólar e juros futuros acentuam queda

Ainda que sigam aquém da disparada do Ibovespa, os mercados domésticos de câmbio e renda fixa exibiram uma melhora na tarde de hoje que colocou tanto os juros futuros quanto o dólar comercial em novas mínimas intradiárias. A entrada de fluxo estrangeiro dá suporte ao real nesta terça-feira, ao passo em que as taxas se beneficiam também de uma perspectiva melhor para o ciclo de cortes da Selic em um ambiente de câmbio mais valorizado.

Por volta de 16h15, o dólar à vista cedia 0,66%, a R$ 5,2845, após tocar a mínima de R$ 5,2820. A moeda americana têm um dia de fraqueza em relação não apenas a divisas pares, como também de mercados emergentes, o que leva a um recuo de 0,41% do índice DXY, aos 98,361 pontos.

Ouro fecha acima de US$ 4,9 mil pela primeira vez, com dólar fraco

Os contratos futuros de ouro dão continuidade ao bom momento visto desde o início do ano e renovaram, mais uma vez, a máxima histórica de fechamento. O ativo encerrou acima do patamar de US$ 4,9 mil pela primeira vez, mesmo com o arrefecimento dos riscos geopolíticos e comerciais na disputa pela Groenlândia, impulsionado por posicionamentos técnicos e pela fraqueza do dólar na sessão.

Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para fevereiro encerraram em alta de 1,57%, cotado a US$ 4.913,4 por onça-troy. A máxima intradiária foi de US$ 4.918,5 por onça-troy e o ativo já acumula ganhos de 13,17% no ano.

Leilão de US$ 21 bilhões em TIPS de 10 anos tem rendimento máximo de 1,940%

Um leilão de US$ 21 bilhões em TIPS de 10 anos saiu com rendimento máximo de 1,940%, informou há pouco o Departamento do Tesouro dos EUA. A demanda deste leilão foi suficiente para cobrir a oferta em 2,28 vezes (bid-to-cover), levemente abaixo da média de 2,42 vezes.

As ofertas indiretas, que incluem investidores estrangeiros, como os bancos centrais, arremataram 67,4% do total ofertado, frente a uma média de 66%. As ofertas diretas, por sua vez, que reúnem bancos e investidores institucionais domésticos, ficaram com 20,4% da oferta primária, contra uma média de 26,2%.

Bolsas em NY avançam com alívio nas tensões geopolíticas e Ibovespa bate recordes em série

As bolsas de Nova York apresentam firme alta nesta quinta-feira, recuperando perdas recentes com o alívio das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e a Europa por conta da Groenlândia. Investidores também reagem a dados macroeconômicos fortes e números de inflação que vieram em linha com o esperado. No cenário local, o Ibovespa se afastava das máximas do dia, mas ainda tinha forte valorização.

Por volta das 14h40 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,04%, aos 49.586,36 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,80%, aos 6.930,83 pontos, e o Nasdaq avançava 1,08%, aos 23.475,564 pontos. Entre os setores, comunicação (+1,79%), consumo discricionário (+1,18%) e materiais (+1,18%) lideravam os ganhos, enquanto imobiliário (-0,06%) e itens básicos de consumo (-0,03%) apresentavam as maiores perdas.

Juros futuros renovam mínimas; taxa do DI janeiro/2029 recua de 13,14% para 13,055%

Trump processa J.P. Morgan e Dimon em US$ 5 bi por suposto corte de serviços a ele por ‘motivos políticos’, diz jornal

O presidente Donald Trump processou o J.P. Morgan, o maior banco americano, e seu diretor executivo, Jamie Dimon, em pelo menos US$ 5 bilhões, segundo a agência de notícias Bloomberg. O argumento é o banco teria deixado de oferecer ao republicano serviços bancários por motivos políticos.

A queixa foi apresentada no tribunal estadual do condado de Miami-Dade e, segundo a Bloomberg, acusa o banco de difamação comercial e violação do pacto implícito de boa-fé e negociação justa.

O processo também alega que Dimon violou a Lei de Práticas Comerciais Desleais e Enganosas da Flórida. O J.P. Morgan não retornou imediatamente o contato para comentar o assunto, de acordo com a agência.

FontePor G1