Curso de Libras oferecido pela Prefeitura incentiva Inclusão e Capacita para o Mercado de Trabalho

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Coordenadoria de Apoio à Pessoa com Deficiência (CAPED), da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU),realizaram nesta segunda-feira (27) a aula inaugural do Curso Básico Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), no Bairro Universitário.

Em seu discurso, o prefeito Marquinhos Trad explicou a importância do curso para a população. “A profissão de intérprete está sendo cada vez mais respeitada e tendo abertura no mercado de trabalho, à medida que as pessoas estão tendo essa consciência da integração e acessibilidade. Isso possibilita o rompimento de barreiras entre as pessoas  e também uma opção de renda”, destacou o prefeito.

O curso tem a duração de três meses, com carga horária de 60 horas, e busca permitir ao aluno a utilização da Língua Brasileira de Sinais em nível básico, possibilitando proferir a comunicação em diversos contextos sociais, além de abrir portas para o mercado de trabalho. Ao final do curso, serão  entregues os certificados de conclusão.

“Nós criamos uma Central de Libras na nossa cidade, que funciona 24 horas por dia, com pessoas especializadas, que falam no celular quando uma pessoa com necessidade vai a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por exemplo, e não consegue se comunicar. O atendente liga para a central e consegue estabelecer esse contato”, concluiu Trad.

A necessidade de se comunicar melhor com a comunidade surda e muda levou o autônomo Iresmar Ovando, 44 anos, a procurar o curso. “Eu comecei fazendo o curso básico e agora vou começar o intermediário depois que percebi a realidade da nossa comunidade. Muita gente com dificuldade de comunicação e isso nos motivou a aprender e levar voz onde é necessário”, contou.

O subsecretário Ademar Vieira Junior ressalta a relevância e benefício desse trabalho mais próximo do cidadão. “Facilitando o acesso das pessoas a esse curso, a Prefeitura mostra que pode ir até nossa população. Muitas pessoas não têm condições de participar de projetos como esse, e a SDHU está encurtando o caminho para os interessados’’, declarou.

A pedagoga Josenita Cabral, 52 anos, reforçou a ideia e comemorou o complemento curricular. “É uma coisa nova que está cada vez mais presente no mercado de trabalho e os cursos oferecidos geralmente são longe, mas agora no bairro fica mais fácil para a gente fazer, ainda mais que estou começando a atuar na área da educação especial. O curso só vai agregar na minha formação”, avaliou.

A iniciativa de realizar o curso consiste na compreensão da importância de assegurar à pessoa surda ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação, à informação e à educação, refletindo sobre a questão da inclusão e das oportunidades dirigidas a esse grupo. Desta forma, considera a premissa de que todos têm os mesmos direitos para o pleno exercício da cidadania.

Sobre LIBRAS:

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi oficialmente reconhecida como a segunda língua oficial no Brasil através da lei nº 10.436 de 2002, e regulamentada pelo decreto 5626 de 21 de abril de 2005, em 2012, com a LBI – Lei Brasileira de Inclusão e acessibilidade no território nacional.  A Libras é um meio de comunicação oficial no Brasil, sendo necessário o respeito e uso para garantir os direitos dos surdos e acessibilidade contidos nos alvarás de funcionamento.