Contra onda de roubos, Fabio defende construção do “Pacto de Segurança Social”

O deputado federal Fábio Trad (PMDB) defende um “Pacto de Segurança Social e Interação Polícia-Comunidade” para combater a criminalidade, especialmente os roubos que vem aumentando na capital de Mato Grosso do Sul. Dados divulgados hoje, revelam que de 1° janeiro a 29 de julho deste ano, foram registrados 2.689 roubos em Campo Grande, enquanto no mesmo período do ano passado aconteceram 1.820, um aumento de 47,7%. Construir uma autêntica polícia cidadã, na opinião de Fábio Trad, implica conscientizar também os cidadãos de que a polícia é uma instituição pública e social a serviço da garantia da segurança coletiva. “Isso é fácil de dizer, mas muito difícil de fazer. É preciso de empenho permanente do governo, da sociedade, de lideranças comunitárias e das universidades. Um Pacto de Segurança Social e Interação Polícia-Comunidade é uma alternativa a ser construída”, pregou o parlamentar. Para ele, garantir condições razoáveis de segurança e tranquilidade para o cidadão e sua família é um dos deveres fundamentais do Estado. “Mas segurança pública não pode ser só a necessária repressão ao crime. Além do combate ao crime organizado, de assegurar proteção à sociedade, segurança pública de verdade implica em prevenção, em uso da inteligência, reservando o emprego da força para situações extremas”, defende o parlamentar sul-mato-grossense. Nesse sentido, entende que é preciso capacitar melhor os policiais, assegurar-lhes remuneração à altura dos riscos que correm, e proteção efetiva aos familiares dos que morrem ou são mutilados no cumprimento do dever, modernizar estruturas e modernizar políticas de ascensão profissional. Acrescenta ainda a necessidade de garantir equipamentos modernos, meios eficientes e armamento adequado à polícia, mas principalmente investir em capacitação profissional, no preparo com foco nas relações humanas. Quanto ao flagelo das drogas, Fábio Trad destaca dois aspectos fundamentais: o tráfico, que precisa ser combatido por polícias cada vez melhor preparadas e equipadas, com contingentes à altura do poder descomunal que as quadrilhas têm hoje; e a questão social e humana dos usuários, das vítimas de dependência que desestruturam famílias e levam o crime para dentro das casas. “O narcotráfico precisa ser combatido sem complacência. Já a avassaladora questão dos usuários de drogas, dos dependentes químicos cujo número aumenta em escala assombrosa, precisa ser encarada pelos governos como um gravíssimo câncer social, como um problema humano que deve ser tratado com todo empenho de instituições públicas com a participação mais efetiva e valorizada de organizações privadas, de universidades e de organismos de classe”, pregou o deputado peemedebista. Em sua avaliação, o Governo precisa definir uma política de saúde pública específica e permanente para a prevenção do uso de drogas, e uma rede de centros de tratamento para buscar a recuperação dos viciados, dotados de profissionais qualificados e bem remunerados. “O caso de mães que se vêem obrigadas a acorrentar o próprio filho dependente para não deixá-lo morrer na mão de traficantes é a mais dolorosa e vergonhosa expressão do descaso dos governos e da omissão da sociedade ante o flagelo das drogas”, apontou.