A Conmebol adiou, mas acabou por decidir retirar a Copa América da Colômbia. O país passa por distúrbios políticos que levaram a protestos violentos nas últimas semanas. Com a decisão da entidade, a competição acontecerá apenas na Argentina a partir de 13 de junho.
O martelo foi batido em reunião nesta quinta-feira, conforme informaram inicialmente o “Marca” da Colômbia e o jornal “O Dia”. O GLOBO apurou que a Conmebol não tornou a decisão oficial por não ter definido ainda as sedes dos jogos na Argentina.
Os locais preparados para receber as partidas até agora seriam Monumental , Mario Alberto Kempes Malvinas Argentinas e Único de Santiago de Estero. Outras possibilidades seriam Bombonera, do Boca, o estádio do Independiente, o do Racing, e o Único de La Plata.
Ao longo desta quinta-feira, o Governo da Colômbia indicou que pediria o adiamento da competição para uma data em que o público seja possível nos jogos. E usou como argumento o agravamento da pandemia, não os protestos no país.
“Acreditamos que o mais importante é um evento dessa magnitude é a presença do público. Assim como na Argentina, que não pode ter torcida, isso torna o evento algo diferente do que sonhamos. Nos próximos dias apresentaremos as datas de quando poderíamos ter 50% de público ou mais nos estádios. E a Conmebol toma a decisão”, disse o Ministro do Esporte, Ernesto Lucena.
CBF atenta
A CBF informou, na última semana, que acompanhava o caso de perto e não gostaria de ver uma situação parecida com a do jogo entre Atlético-MG e América de Cali, que foi paralisado várias vezes com atletas respirando gás lacrimogênio. Do lado de fora, torcedores protestavam e bombas eram jogadas.
A retirada da Colômbia já havia sido debatida nas reuniões que aconteceram para escolher onde seriam as finais da Libertadores e da Sul-Americana, ambas em Montevidéu, no Uruguai.
Procuradas, Conmebol e CBF informaram que ainda não há posição oficial sobre o assunto.





