Ciro Nogueira na Casa Civil significa o Centrão no miolo do governo

O namoro do Centrão com governo Bolsonaro deu em casamento no ano passado. Mas agora o Centrão está a um passo de avançar mais uma casa em direção ao miolo do poder, ganhando um dote precioso.

Está praticamente acertada uma mudança num dos ministérios mais importantes do governo, a Casa Civil.

Por esse arranjo, o general Luiz Eduardo Ramos, que ocupa a pasta há pouco mais de três meses, seria deslocado para a Secretaria-Geral, comandada desde fevereiro por Onyx Lorenzoni.

Para o lugar de Ramos, foi convidado o senador e líder do Centrão, Ciro Nogueira, presidente do PP. A alteração deve ser anunciada até sexta-feira.

Por volta das 17h30 de ontem, Ramos foi chamado ao gabinete presidencial por Jair Bolsonaro, que lhe informou que precisava do cargo. Ciro Nogueira é visto por Bolsonaro como a pessoa certa para baixar o fogo do Congresso, em tempos de CPI da Covid e outras crises.

Não está definido para que cargo Onyx iria. Bolsonaro, porém, quer mantê-lo no Executivo.

A alteração é uma indicação inequívoca de fragilidade do governo. O governo capitulou. Antes da posse, o bolsonarismo desdenhava o Centrão, hoje precisa dele para sobreviver.

Cada palavra do célebre “Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”, cantarolado em tom de superioridade pelo general Augusto Heleno na campanha de 2018, teve que ser engolida goela abaixo.

 

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