Chelsea dá espaços para o Al Hilal e mostra que o Palmeiras pode apostar em contra-ataques

Palmeiras conheceu nesta quarta-feira o seu adversário na final do Mundial de Clubes da Fifa. O poderoso Chelsea não sobrou tanto quanto o esperado e até deu alguns sustos em seus torcedores, mas venceu o Al Hilal por 1 a 0 e cumpriu as expectativas da final entre sul-americanos e europeus.

A partida será neste sábado, às 13h30 (de Brasília), no estádio Al Nahyan, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. E o palmeirense, pelo que os ingleses mostraram, pode acreditar no título.

O início de jogo indicou um possível domínio do Chelsea, que teve a bola constantemente no campo de ataque e cercou a área adversária. O gol de Lukaku depois de erro na defesa do time da Arábia Saudita parecia o indício de uma goleada. Mas ela não ocorreu.

Com três zagueiros e uma linha de quatro de qualidade, com ótima saída de Kovacic, seja em inversão, lançamento ou movimentação, e apoio constante dos laterais, o Chelsea manteve a característica de forte chegada pelos lados, atacando com até quatro jogadores dentro da área em algumas investidas.

Mas, na mesma medida que se lançou ao ataque confiante na sua técnica, o Chelsea deu espaços. Muitos espaços! Os contra-ataques do Al Hilal na primeira etapa não se transformaram em jogadas de muito perigo. No segundo tempo, porém, Kepa Arrizabalaga precisou trabalhar e contar com a sorte.

O time titular do Chelsea na semifinal do Mundial de Clubes — Foto: Getty Images

O time titular do Chelsea na semifinal do Mundial de Clubes — Foto: Getty Images

Apoiados pela maioria da arquibancada, os sauditas ensaiaram pressão e ficaram próximos do empate. Mas, na melhor oportunidade, Marega parou no goleiro do Chelsea em finalização dentro da área. Ficou claro que o contra-ataque pode ser a principal arma do Palmeiras na decisão.

Abel Ferreira já havia falado na última segunda-feira que o poder econômico e a capacidade financeira eram algumas das explicações para os europeus não perderem o Mundial de Clubes da Fifa desde 2012. Mas ressaltou que era possível vencer o título. E realmente é!

FontePor G1