Campo Grande deve ter volta gradual do comércio, mas vai manter shoppings e escolas fechadas

Novas medidas de quarentena devem entrar em vigor a partir de 7 de abril, quando atual decreto acaba

Cidade em imagem aérea durante pandemia. (Foto: Divulgação)

Plano construído pela Prefeitura de Campo Grande deverá determinar volta gradual de comércio e outros setores fechados durante a pandemia de coronavírus. No entanto, a medida começará a valer a partir de 7 de abril (próxima terça-feira), quando a validade do atual decreto suspendendo atividades termina.

Já shoppings e escolas devem ter o período de suspensão ampliado, segundo disse o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). No documento que deve ser publicado nos próximos dias, o município deve explicar como cada e qual setor retomará o trabalho, no que diz respeito às medidas de segurança e procedimentos que devem ser adotados enquanto estiverem em horário de expediente.

“Eles não querem obedecer, o certo seria quarentena. A segurança para o sucesso que estamos tendo é quarentena. Mas como a pressão é muito grande pela economia, estamos tentando, com cada segmento, um retorno gradativo”.

Segundo o chefe do Executivo municipal, reuniões com diversos setores estão sendo feitas ao longo desta semana. Mesmo com o afrouxamento de medidas de isolamento, a volta gradual vai de encontro com o que preconiza o Ministério da Saúde e OMS (Organização Mundial da Saúde), diz.

“Iria contra se não criássemos um protocolo de segurança”, afirma o prefeito que ainda observa o número cada vez maior de pessoas na rua e desrespeito às regras impostas para evitar propagação maior do vírus – que matou a primeira pessoa em Mato Grosso do Sul na terça-feira (31).

O que não deve voltar dia 7 de abril

De acordo com o prefeito, escolas e shoppings devem continuar fechados. A gratuidade no passe de ônibus dos estudantes e idosos deve permanecer suspensa também na próxima semana.

O que já está autorizado a funcionar, mas com restrições

Restaurantes podem abrir e manter lotação máxima reduzida em 70% da capacidade normal. Também é exigida higienização completa do local antes da abertura e após o término dos trabalhos. Utensílios e máquinas de cartão devem ser higienizados com produtos como álcool.

A distância mínima entre as mesas será de dois metros. Todos os funcionários devem utilizar equipamentos de proteção individual para prevenção, como luvas e máscaras descartáveis.

As indústrias podem abrir, desde que forneçam lavatórios com água e sabão; orientação aos trabalhadores; limpeza e higienização de superfícies; restrição da entrada de pessoas não autorizadas; distanciamento com mínimo de 1,5 metro.

A construção civil pode funcionar com fornecimento de produtos de higienização; limpeza das ferramentas e equipamentos; esterilização de grandes superfícies; restrição da entrada de terceiros, incluindo fornecedores; máximo de 20 trabalhadores, sempre usando equipamentos de proteção.

Os ônibus voltaram a atender os trabalhadores que atuam em serviços considerados essenciais nesta terça-feira (31) em Campo Grande. O esquema especial do transporte que vinha funcionando apenas para atender os funcionários da saúde foi estendido aos trabalhadores das farmácias, padarias, lojas de material de construção, construção civil, supermercados e postos de combustíveis.

São 10 linhas que saem do bairro e vão para a Praça Ary Coelho e de lá partem ônibus que passam por hospitais como Santa Casa, Cassems e Unimed. Haverá circulação das 5h às 8h, das 9h50min às 13h, das 15h50min às 20h30min.