Cabo Almi cobra Poder Executivo sobre a incorporação do abono salarial

Entre os assuntos que preocupam o deputado estadual Cabo Almi (PT) está o abono salarial dos servidores estaduais, estabelecido na Lei 4868, de 1º de junho de 2016, e prorrogado até março de 2019. “Venho nesta tribuna hoje [24] fazer um apelo ao Governo do Estado para que o abono salarial dos servidores estaduais seja incorporado aos seus vencimentos, já que o prazo da vigência da lei em vigor que versava sobre o pagamento destes valores em categoria de abono, não de aumento, acabou no dia 31. Se isto não acontecer, é a configuração de um crime de responsabilidade fiscal”, desabafou Almi.

“Também me inquieto com a definição da data-base dos servidores. Esta questão também deve ser regulamentada. Neste segundo mandato do governador Reinaldo Azambuja [PSDB] foi prometida a correção salarial para os trabalhadores. Vamos acompanhar esses assuntos de perto. Estarei no Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul [Sinpol-MS] no próximo sábado [27] para mobilizar o governo estadual acerca das necessidades da categoria”, divulgou o deputado estadual Cabo Almi.

O parlamentar constatou que todas as áreas que compõem a segurança pública estadual precisam de mais agentes. “Tenho notícias que nossos efetivos estão se reduzindo, é necessária a convocação por meio dos últimos concursos públicos realizados, de integrantes do Corpo de Bombeiros Militar, de policiais militares, de policiais civis, agentes penitenciários. É preciso também possibilitar o retorno imediato dos policiais inativos, já que muitos gastaram com exames admissionais”, informou Cabo Almi.

O deputado estadual Barbosinha (DEM), líder do governo na Casa de Leis, achou pertinente a cobrança de Cabo Almi. “Respeito os temas levantados. Uma reunião será feita na próxima semana para tratar do abono salarial e começaram as rodadas de conversa sobre a data-base e outros assuntos trabalhistas. Em relação aos concursos, existem alguns entraves jurídicos ainda, mas reconheço a necessidade em todas as áreas, entretanto o Poder Executivo está em seu limite prudencial”, registrou o parlamentar.