Fracasso de negociações e tensão nuclear levam Washington a anunciar medida; Irã reage e ameaça retaliação no Golfo, enquanto petróleo dispara e cessar-fogo fica em risco
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O Exército dos Estados Unidos afirmou que imporá um bloqueio a todos os portos iranianos a partir desta segunda-feira, após o fracasso das negociações no Paquistão devido à recusa do Irã em abandonar seu programa nuclear, segundo o presidente americano Donald Trump.
— Os Estados Unidos imporão um bloqueio aos navios que entrem e saiam dos portos iranianos no dia 13 de abril às 10h (11h, no horário de Brasília) — escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
A resposta do Irã foi imediata. Para o Exército iraniano, o bloqueio seria “ilegal” e um ato de “pirataria”, e advertiu que, caso seja implementado, nenhum porto do Golfo estará “a salvo” de represálias. Alguns países, como Espanha e China, também demonstraram oposição.
— É algo sem sentido, sem razão (…) mais um episódio de toda essa deriva em que fomos colocados — afirmou a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, referindo-se a Trump.
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Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, pediu a restauração de uma navegação “sem obstáculos” no estreito de Ormuz e a continuidade da resolução de disputas por meios políticos e diplomáticos, evitando “reativar a guerra”.
O anúncio do bloqueio e o fracasso do diálogo em Islamabad durante o fim de semana para encerrar o conflito no Oriente Médio geram preocupação.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
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A incapacidade das partes de chegar a um acordo aumenta o temor de retomada dos ataques na guerra iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e que se expandiu por toda a região devido às represálias da república islâmica contra países vizinhos. Desde então, mais de 6 mil pessoas morreram no conflito, principalmente no Irã e no Líbano.
O cumprimento do cessar-fogo de duas semanas, que expira em 22 de abril, permanece incerto. O Paquistão, mediador das negociações, pediu que a trégua seja respeitada, mas Estados Unidos e Irã ainda não se pronunciaram.





