Ativista do Black Lives Matter é encontrada morta após tuíte sobre agressão sexual

Após seu desaparecimento, a ativista afiliada ao movimento Black Lives Matter em Tallahassee, Oluwatoyin “Toyin” Salau, foi encontrada morta na Flórida, EUA. Segundo a família da jovem de 19 anos “ela não está mais entre nós”, escreveu uma familiar no Twitter.

De acordo com a CBS News, o corpo de Salau foi descoberto em Tallahassee na noite de sábado (13), informou a polícia em um comunicado enviado nesta segunda-feira (15). O corpo de outra mulher, Victoria Sims, 75, também foi encontrado, informou a polícia.

Oluwatoyin desapareceu em 6 de junho, poucas horas depois de fazer uma séries de twittes sobre um homem que a agrediu sexualmente depois de se disfarçar de “um homem de Deus” que ela pensava estar tentando ajudá-la.

Ela continuou dizendo que o homem a levou para sua casa, se expôs a ela e começou a tocá-la sem o seu consentimento. Salau compartilhou que foi a segunda vez este ano que ela foi agredida sexualmente.

Danaya Hemphill, amiga de Salau, disse ao The Democrat que viu a amiga pela última vez um dia antes dela desaparecer e “tinha a sensação de que não encontraríamos Toyin [como a jovem era conhecida pelo amigos] viva”. Ela pensou na ativista como “uma luz em um quarto escuro”.

Ainda de acordo com a CBS News, um homem de 49 anos foi preso hoje. Em comunicado, a polícia não forneceu outros detalhes sobre o caso nem explicou qualquer relação entre as duas vítimas encontradas mortas e o homem apreendido.

Salau participou ativamente das manifestações do Black Lives Matter em prol das pessoas mortas pela polícia, incluindo Tony McDade, de Tallahassee, e George Floyd, de Minneapolis. Ela era uma ativista que apareceu em vários vídeos dos protestos na capital do estado. Seu nome e #JusticeForToyin foram Trendic Topics do Twitter nesta segunda-feira.