Ataque do Irã a bases dos EUA no Iraque: veja a repercussão

Autoridades do mundo se manifestaram após duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas serem atingidas por mais de uma dúzia de mísseis iranianos. O ataque aconteceu na noite desta terça (7) – madrugada de quarta (8) no horário local.

A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos dos mísseis a ambas as bases.

Veja repercussão:

Adil Abd Al-Mahdi, Primeiro-ministro do Iraque

Adil Abd Al-Mahdi, Primeiro-ministro do Iraque, informou que o país mantem o monitoramento da situação no Iraque e região. “O Iraque e a região serão as primeiras vítimas dessa guerra”, disse Al-Mahdi em comunicado.

O texto também informa que “o governo do Iraque continua os esforços para prevenir a escalada e convida todas as partes para exercitar o autocontrole. O Iraque também rejeitou qualquer tipo de violência”.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã

“Uma ação militar como essa não é suficiente. O importante é acabar com a presença corrupta da América na região. Esta região não aceitará a presença da América”, disse Khamenei em um discurso televisionado.

O líder ainda afirmou que os ataques foram “um tapa na cara” dos Estados Unidos e descartou qualquer retomada das negociações com Washington sobre o acordo nuclear de 2015.

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas

O secretário-geral fez outro apelo por paz nesta quarta-feira (8), com uma mensagem semelhante a que enviou na segunda-feira (6).

“Interrompa a escalada, exerça o máximo de contenção, reinicie o diálogo, renove a cooperação internacional”, disse Guterres em comunicado.

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel

“Qualquer um que tentar nos atacar vai sofrer um golpe devastador”, afirmou Benjamin Netanyahu durante uma conferência em Jerusalém na manhã desta quarta-feira (8).

“Qassem Soleimani foi responsável pela morte de inúmeras pessoas, ele desestabilizou muitos países por décadas e ele planejava algo muito pior. O presidente Trump deveria ser parabenizado por agir rapidamente com coragem e determinação contra esse chefe terrorista, que arquitetou e dirigiu a campanha de carnificina e terror no Oriente Médio e no mundo.”

Ele afirmou ainda que: “Israel está completamente ao lado dos Estados Unidos. A América não tem melhor amigo do que Israel e Israel não tem um amigo Melhor do que os Estados Unidos.”

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que Qasem Soleimani tem “o sangue das tropas britânicas em suas mãos”.

Ele ainda afirmou que os EUA “têm o direito de proteger suas bases e seu pessoal” na região.

“É claro que condenamos o ataque às bases militares iraquianas que hospedam as forças da coalizão. O Irã não deve repetir esses ataques imprudentes e perigosos, mas deve prosseguir com a remoção urgente da escalada.”

David Friedman, embaixador dos Estados Unidos em Israel

O embaixador dos Estados Unidos em Israel afirmou, durante uma conferência em Israel, que “as avaliações iniciais são positivas, e estamos rezando para que todos os relatos sejam verdadeiros”.

“Nossas forças armadas são, de longe, as mais fortes do mundo, e nossa causa é justa. Oramos a Deus para que prevaleçamos esmagadoramente e sem a perda de vidas inocentes. Estou confiante que com a liderança de nosso presidente derrotaremos as grandes ameaças de nosso tempo e trazermos um mundo mais justo e pacífico”, afirmou David Friedman.

Dominic Raab, ministro de Relações Exteriores britânico

“Pedimos ao Irã que não repita esses ataques imprudentes e perigosos e, em vez disso, prossiga com a redução da escalada urgente.”

Donald Trump, presidente dos EUA

“Está tudo bem! Mísseis lançados do Irã contra duas bases militares localizadas no Iraque. Avaliação das vítimas e mortes ocorrendo agora. Até o momento, tudo bem! Temos, de longe, as forças armadas mais poderosas e bem equipadas do mundo! Farei uma declaração amanhã de manhã.”

Hassan Rouhani, presidente do Irã

“O general Soleimani lutou heroicamente contra ISIS, Al Nusrah, Al Qaeda e outros. Se não fosse por sua guerra ao terror, as capitais europeias estariam em grande risco agora. Nossa resposta final a seu assassinato será expulsar todas as forças americanas da região.”

Heiko Maas, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha

Em uma mensagem no Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, condenou o ataque às bases que abrigam tropas dos EUA no Iraque.

“Condenamos o ataque de mísseis iranianos às bases militares iraquianas, onde também estão posicionadas as forças da coalizão. Pedimos ao Irã que se abstenha de tomar qualquer atitude que possa levar ao aumento da escalada. Estivemos em contato com todos os lados nos últimos dias e estamos trabalhando para ajudar a diminuir a situação. Convocamos todos os lados a exercitar a calma e a moderação.”

Javad Zarif, ministro de Relações Exteriores do Irã

“O Irã adotou e concluiu medidas proporcionais em autodefesa. Nós não buscamos a escalada [do conflito] ou a guerra, mas nos defenderemos de qualquer agressão.”

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

“Condeno os ataques com mísseis iranianos aos EUA. A OTAN convoca o Iran para não prosseguir com mais atos de violência.”.

Mohammed al-Halbousi, porta-voz do parlamento iraquiano

O porta-voz do parlamento iraquiano, Mohammed al-Halbousi, convocou o governo do Iraque para preservar a soberania do país contra violações e impedir que o país entre na espiral do conflito. Em um comunicado, al-Halbousi pediu para que todas as partes “exercitem a moderação e a sabedoria”.

“Nós afirmamos nossa absoluta recusa em permitir que as partes conflitantes tentem usar a arena iraquiana para acertar suas pontuações.”

Mohammed al-Halbousi ainda considerou o ataque iraniano uma “violação da soberania iraquiana”.

Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia

Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, afirmou que o uso de armas “deve parar agora” para diminuir a escalada de tensões e “dar espaço para o diálogo” sobre a situação no Irã e no Iraque.