Ataque a torre de TV em Kiev mata 5 e tira emissora do ar

Zelensky conversa com Biden

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em sua conta no Twitter que falou com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

“Acabei de conversar com o @POTUS. A liderança americana nas sanções contra a Rússia e a assistência para defesa da Ucrânia foram discutidas. Nós devemos parar o agressor o mais rápido possível. Obrigada pelo seu apoio!”.

Post de Volodymyr Zelenskiy, presidente da Ucrânia, sobre conversa com Joe Biden

Post de Volodymyr Zelenskiy, presidente da Ucrânia, sobre conversa com Joe Biden (Foto: Reprodução/Twitter)

Integrantes de grupo paramilitar da Chechênia são mortos, diz agência

De acordo com a agência Interfax, seguidores de uma organização paramilitar na Chechênia (os Kadyrovtsy) foram mortos por militares ucranianos. O Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Oleksiy Danilov, disse que o grupo foi à Ucrânia para “eliminar” o presidente do país, Volodymyr Zelensky.

Danilov, ainda segundo a Interfax, confirmou a informação em um canal de TV local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

5 mortos após ataque a TV

O governo da Ucrânia informou que cinco pessoas morreram após ataque a torre de TV em Kiev.

O que são as bombas de fragmentação?

Na segunda-feira (28), a Anistia Internacional denunciou o uso de bombas de fragmentação durante a guerra na Ucrânia. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que as afirmações sobre são falsas. As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre a denúncia.

Mas como elas funcionam?

De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, as bombas de fragmentação (também chamadas de “cluster”), são armas compostas por uma caixa que se abre no ar e espalha inúmeras submunições explosivas ou sub-bombas.

Elas têm capacidade de serem dispersadas por amplas áreas. Dependendo do modelo, o número de submunições pode variar de várias dezenas a mais de 600. Podem ser lançadas via aeronaves, artilharia e mísseis. LEIA MAIS em reportagem completa.

Restos de uma bomba de fragmentação não detonada no território ucraniano, em outubro de 2014

Restos de uma bomba de fragmentação não detonada no território ucraniano, em outubro de 2014 (Foto: Oleg Solvang/ Human Rights Watch)

VÍDEO: Diplomatas deixam sala durante discurso de chanceler da Rússia

Mais de 100 diplomatas deixaram a sala onde estava sendo realizada a Conferência sobre o Desarmamento da ONU, em Genebra, na Suíça, durante a fala do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Ataque a torre de TV

Forças russas atacaram torre de TV em Kiev, diz governo ucraniano. O Ministério da Defesa confirmou que o ataque “atingiu” equipamentos da torre e que, por isso, “os canais não vão funcionar durante um certo tempo”.

‘Se Putin acha que vai fazer a Otan recuar, ele está enganado’, diz Boris Johnson

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que não entrará em conflito com o Exército russo na Ucrânia e que as medidas tomadas até o momento estão ocorrendo dentro das fronteiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Além disso, Johnson declarou que “se Putin acha que vai fazer a Otan recuar, ele está enganado”.

“As medidas são apenas defensivas, o que tem sido a essência da Otan há mais de 70 anos”, disse em visita à Estônia nesta terça-feira, para onde o Reino Unido enviou tropas.

“Quero ser claro: não vamos lutar contra as forças russas na Ucrânia e nossos reforços, incluindo esses aqui em Tapa [cidade da Estônia], estão firmemente dentro das fronteiras dos membros da Otan”.

Secretário de Estado dos EUA diz que ‘crimes’ da Rússia aumentam a cada hora

Anthony Blinken disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que os “crimes” cometidos pela Rússia durante a guerra estão aumentando a cada hora, atingindo civis, hospitais, escolas e prédios residenciais.

O secretário de Estado dos EUA também disse que o debate do Conselho, previsto para a próxima quinta-feira (3), é “um passo importante para garantir a documentação dos fatos e a prestação de contas” por parte da Rússia.

“Nós devemos enviar uma mensagem resoluta e unificada para o presidente Putin e dizer que ele deve parar incondicionalmente com isso”.

FonteAgencias Internacionais