Após cumprir suspensão, camisa 10 volta ao time neste domingo contra o Inter no Beira-Rio
Por Luiza Sá e Thiago Lima — Rio de Janeiro
Após cumprir suspensão no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, Arrascaeta volta ao time neste domingo, quando o Flamengo visita o Inter às 18h30 (de Brasília) no Beira-Rio, pela abertura do segundo turno do Campeonato Brasileiro. E o camisa 10 rubro-negro, maior artilheiro e garçom do time na Era Filipe Luís, foi o escolhido pelo clube para dar entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira no Ninho do Urubu.
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Arrascaeta ao lado de De la Cruz no Flamengo — Foto: Reprodução Instagram
— Costumo falar com os amigos que Flamengo só perde para ele mesmo. É difícil falar as coisas que acontecem no clube por falta de capacidade das pessoas que não têm noção do tamanho do Flamengo. Que não estão acostumadas a lidar com esse tipo de pressão. Quando você tem jogadores com muita experiência, respeitados, temos um grupo humano muito forte. O externo não vai abalar nosso time, nosso elenco. Estamos até a morte com nossos companheiros. Quando acontece alguma coisa com um colega nosso, sempre vamos estar para ajudar ele — disse o uruguaio, que chegou a defender publicamente o seu compatriota De la Cruz na época do print vazado.
Sobre as críticas ultimamente ao time nas redes sociais, como por exemplo após a vitória por 1 a 0 sobre o Inter na última quarta-feira no Maracanã, pela Libertadores, Arrascaeta rebateu:
— O que posso falar é que o futebol da internet é diferente do que acontece em campo. A gente tem hora que sai do jogo ganhando e não satisfeito com o que apresenta. Na maioria das vezes a gente está tranquilo porque tudo que treina transmite para dentro de campo. Temos um treinador muito dedicado para nos dar muitas ferramentas para usar e fazer o melhor. As coisas às vezes dão certo, outras não acontecem. Faz parte do futebol. Do outro lado tem um rival que também joga. Quando é contra o Flamengo, todo mundo quer mostrar a melhor versão. Tem que ser mais uma motivação para nós saber que o rival quando chega vai mostrar tudo.
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Arrascaeta lamenta chance perdida em Flamengo x Mirassol — Foto: Alexandre Durão
— Nesse momento, não gostaria de falar sobre isso.
Artilheiro e garçom
— Sinceramente, sempre tento a ajudar o Flamengo e meus companheiros. Seja com gol ou assistência dentro de campo. Acredito que quando estou bem fisicamente consigo ajudar mais ao time. Mais um ano que tenho feito muitos gols e assistências, contribuído muito com isso, mas também fazendo muitos jogos, que é o mais importante.
Posicionamento mais adiantado
— Cada jogo se desenha de forma diferente. Tem alguns que ficam mais atrás, então não precisa de mim na construção. Esse ano estou correndo muito mais do que corria antes. Para a gente ficar com a bola e atacar, tem que correr bastante. Nosso time sempre tenta dominar o rival, criar muito volume. Por isso às vezes parece que está mais cansado. Com certeza o rival também tem sua parte e eles estudam também. Eu tenho ficado mais perto da área para finalizar. Por mais que eu seja meia, gosto de fazer gol, sempre chegando na área. O mais importante é o time criar e a gente converter essas chances.
Concorrência de Carrascal
— É um jogador que chega para ajudar o time e potencializar o grupo. Está conhecendo o que é o Flamengo e o futebol brasileiro. Sabemos que a cobrança é muito grande. É preciso ter calma, porque é um jogador com muita qualidade que vai ajudar o grupo dentro de campo.
Jogos contra o Inter
— A gente vai enfrentar um time que não cede muitos espaços e com um treinador muito inteligente. Por mais que as equipes às vezes não passem por grandes momentos, têm jogadores que são importantes em momentos decisivos. Libertadores é mais difícil ainda fazer um placar que seja elástico. Acredito que com o 1 a 0 vamos com uma vantagem bem, mas não vamos pensando nesse gol. Vamos para ganhar o jogo. Antes temos um compromisso importante pelo Brasileirão para continuar na parte de cima. Acredito que seja um jogo bastante pegado.
— Cheguei a acompanhar na publicação e por um amigo em comum. Fico feliz pelo respeito que temos com os colegas.
Evolução no Flamengo
— Basicamente eu sempre tento dar o meu melhor nos treinos para que tudo passe para o jogo. Tudo se deu naturalmente comigo, porque não forço uma coisa que não sou. Tentando também ser uma pessoa melhor, melhorando coisas que antes deixava a desejar. Acho que meu talento e minha característica foram tudo fruto dos anos que colhi aqui no Flamengo. Fico feliz por tudo que tenho conquistado aqui. Mas até que encerre minha passagem no Flamengo, nada basta para ficar tranquilo. Esse ano ainda temos muitos jogos decisivos e se Deus quiser taças para levantar. Estamos trabalhando muito para isso.
Relação com Filipe Luís
— A gente praticamente se fala todos os dias. Às vezes antes do treino, às vezes depois. Fico feliz pelo trabalho que ele tem feito no Flamengo. Aqui é diferente, a pressão é muito grande. Não valorizam o trabalho que ele está fazendo com esse elenco. Por mais que seja muito qualificado, muitos treinadores não conseguiram fazer o que ele está fazendo. Tem que tirar o chapéu pelo que ele etem feito, temos feito muitos gols e tomado poucos. Isso é fruto do trabalho dele. O respeito que tenho por ele vai além do futebol, mas também pela pessoa que ele é.
Manter o nível de 2019
— É difícil de explicar. Sempre fui muito feliz aqui por tudo que tenho conquistado. A qualidade de vida que eu e minha família temos. Ficar perto dos meus amigos. Para nós, que somos de fora, é gratificante. Tudo isso passou pelo meu trabalho e talento. Aconteceu naturalmente. Tento estar preparado da melhor maneira possível. Os anos vão passando e eu continuo ajudando o time com gols e assistências, estando disponível dentro de campo. Tomara que continue assim.
Divisão da braçadeira de capitão
— A gente teve uma reunião quando o Gerson saiu. Filipe veio me perguntar se seria eu ou o Bruno (Henrique) o primeiro capitão. Eu falei que não faria diferença, porque sei a qualidade de amigo e pessoa que é o Bruno. Falei que preferia que ele fosse o primeiro. É um grande amigo que tenho na vida.
Jogo no Beira-Rio em 2019
— Momento diferentes, jogadores diferentes. É um grande estádio que vai estar lotado com certeza. O mais importante é focar em nós, ir motivado e sabendo que vamos encontrar todo tipo de dificuldades. Mas conscientes que temos de tudo para avançar. Primeiro chegar lá para ganhar o jogo do final de semana que é muito importante.
Bola parada
— É mais uma ferramenta para destravar os jogos. Os que são muito fechados, se decidem em jogadas ensaiadas. Temos feito muitos gols dessa forma, mas acredito que ainda temos que melhorar. Evoluímos muito nesse aspecto tão importante. É bom porque temos feito muitos gols assim e levado poucos.





