Anvisa explica suspensão de Brasil x Argentina e cita tentativas frustradas de impor quarentena a “ingleses”

Em nota oficial publicada na noite deste domingo, a Anvisa explicou a decisão de enviar agentes ao gramado da Neo Química Arena no início da partida entre Brasil e Argentina. O jogo foi interrompido e logo depois suspenso.

Um dos agentes se estranhou com o jogador Otamendi, da Argentina. A intenção era retirar quatro jogadores argentinos de campo, que atuam na Inglaterra e não cumpriram a quarentena necessária antes de transitarem pelo Brasil. São eles: o goleiro Emiliano Martinez, os meia Emiliano Buendia e Giovani Lo Celso e o zagueiro Cristian Romero.

A Anvisa reforça que os quatro prestaram informações falsas na chegada ao Brasil e diz que teve sua atuação “protelada” já na Arena.

– Na manhã deste domingo, a Anvisa notificou a Polícia Federal, e até a hora do início do jogo envidou esforços, com apoio policial, para fazer cumprir a medida de quarentena imposta aos jogadores, sua segregação imediata e condução ao recinto aeroportuário.

–As tentativas foram frustradas, desde a saída da delegação do hotel, e mesmo em tempo considerável antes do início do jogo, quando a Anvisa teve sua atuação protelada já nas instalações da arena de Itaquera – diz trecho da nota.

 

Em nota, a CBF se disse absolutamente surpresa pela ação da Anvisa. A AFA, Associação de Futebol da Argentina, também manifestou posição semelhante.

Neymar e Messi conversam com Tite durante interrupção de Brasil x Argentina — Foto: Bruno Cassucci

Neymar e Messi conversam com Tite durante interrupção de Brasil x Argentina — Foto: Bruno Cassucci

Em entrevista ao SporTV, Ednaldo Rodrigues, presidente em exercício da CBF, disse que a Anvisa já estava informada sobre a situação dos atletas três dias antes da partida.

– Todos levaram um susto. Lamentável episódio desse tipo. Brasil e Argentina desperta o interesse de todo mundo. Há três dias, pelo o que tomamos conhecimento, a Anvisa já estava acompanhando a seleção da Argentina. Se estava acompanhando e tem o protocolo da Anvisa. Nos causou muita estranheza deixar para depois que o jogo se iniciasse. Em momento algum a CBF foi parte, por quem quer que seja, com relação a qualquer negociação para retirar atletas da equipe. Muito pelo contrário, a CBF respeita as normas sanitárias, isso seria uma situação da Conmebol com a Anvisa. Ainda antes da partida se iniciar, o delegado da partida disse que poderiam jogar, para depois serem deportados. Mas depois, por um motivo que a CBF não conhece, mudaram – disse Ednaldo.

– A CBF respeitou sempre os protocolos. Em nenhuma situação a CBF quis fazer qualquer tipo de subterfúgio para driblar a legislação – comentou o presidente em exercício da CBF.

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