Além da teoria e conceitos, um ponto de vista sobre o Ser Humano

Acadêmicos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo experimentam o contato com o outro a partir de aulas sobre ética e moral

Em Campo Grande, pode ser mais um dia de trabalho para funcionários e pessoas que buscam algum serviço no hospital Santa Casa, mas, para um grupo de acadêmicos de Comunicação é um dia de trabalhar a empatia em leitos de pediatria.

A visita começa no quarto de Ana Júlia, que está sentada em sua cama, servida com um sorvete por sua mãe. As paredes com cores alegres revelam desenhos de filmes infantis, Elsa e Anna do filme Frozen, estão logo atrás de Ana Júlia. O primeiro contato é tímido, seus olhos procurando um abrigo para repousar, mas logo as perguntas amigáveis de Geraldo a faz explicar o motivo do braço enfaixado. Ana Júlia caiu da escada ao brincar aventureiramente.

Ela comenta que gosta muito de comer, então, ao ser sugerido para ela pintar o desenho da Magali, porque a personagem também é fã de uma boquinha, Ana Júlia corresponde com risos divertido.

Durante esse tempo, Letycia e Edgar conversam com o colega de quarto de Ana Júlia. Letycia arrisca passinhos de dança que acompanham o sussurro de uma música infantil, atitude que diverte Ana, certamente o coleguinha dela também.

Em uma outra porta, no mesmo quarto, Samuel começa a colorir um dos desenhos impressos para aquele dia, entregue pela Rosana e pelo Igor. Ao conversar com ele, que está no hospital por questões respiratórias, a figura do carro Relâmpago Mc Queen ganha contornos de continhas matemáticas. Samuel é organizado ao demonstrar sua habilidade em somar e diminuir nossas idades, empenho também ao escrever números, um embaixo do outro e o risco linear que simboliza a armação para fazer a continha.

Logo um grupo de acessórios e roupas colorida e nariz de palhaço entram no quarto e começam a fazer mímicas.

“Legal essa luva diferente, onde você comprou?” – Pergunta direcionada a Ana Júlia, de uma dos integrantes do grupo, que por cima das roupas alegres, vestem jalecos. O grupo deve ser futuros doutores, mas por enquanto, são doutores que provocam alegria.

Pelos corredores, enfermeiras, enfermeiros e colaboradores fazem seu trabalho, levar remédios para quem precisa e manter os quartos limpo. Num desses remédios, Maria Júlia recebe com carinha de desaprovação. O gosto do líquido não agrada Maria Júlia. Ela tem uma cirurgia no dia seguinte, mas é prestativa ao conversar com os visitantes, desde princesas até aceitar posar para uma foto com o grupo.

Entre uma porta e outra de pediatria, o grupo de acadêmicos conseguiu estreitar conversas, desabrochar sorrisos e conhecer talentos. Luís Otávio é super convidativo à conversa. Ele demonstra conhecimentos de tabuada e canta afinadíssimo, e ainda, seu gosto por esportes é compartilhado por Edgar, os dois adoram vôlei.

Luís é cuidadoso ao escolher desenhos para ele colorir, tanto que gosta de pintar panos de prato, e vende nas horas oportunas. Ao adiantado da hora como foguete, Geraldo encontra com Davi Henrique, bebê com paralisia cerebral motora, e seu encanto é imediato.

A intenção de visitar um hospital e conversar com crianças e seus familiares, trocar pequenas demonstrações de afeto com o outro, faz parte do estímulo proposto pelo professor Thiago Müller. Firmar em seus alunos princípios sobre ética e moral.

Então, ao encontrar com Davi, Geraldo se percebeu nesta criança, pois também tem paralisia cerebral. Os sentimentos foram dos mais emocionantes possíveis e Geraldo, da mesma forma como seus colegas, estão abertos a sempre voltarem, seja para um encontro cortês ou para conversas surpreendentes.