Investigação apontou uso de ideologia extremista para radicalizar jovens na plataforma no Discord. Polícia cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul e outros quatro estados.
Por Ana Karla Flores, g1 MS
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Objetos apreendidos com adolescentes acusados de coagir suicídio — Foto: Reprodução/PCMS
Durante a mesma transmissão ao vivo, outra adolescente também foi induzida a se auto mutilar e a cometer suicídio, mas conseguiu abandonar a sala antes de consumar o ato.
Na apreensão do adolescente de 14 anos no Rio de Janeiro, a polícia identificou que o grupo já tinha uma lista com os nomes e datas das próximas potenciais vítimas. Os pais das jovens estão sendo alertados para evitar novos ataques.
Falha das redes sociais
O Ministério da Justiça destacou a falta de mecanismos eficazes de proteção por parte das plataformas digitais para conter a escalada de crimes dentro das comunidades virtuais.
As investigações apontam que funcionalidades como mensagens diretas e retransmissões de vídeo sem filtros permitiram que as transmissões ocorressem sem interrupção de ferramentas de segurança das redes.
As autoridades também destacaram que os mecanismos de supervisão parental obrigatórios pelo ECA Digital não funcionaram de forma preventiva no caso.
“Todos os participantes eram crianças e adolescentes, com exceção de um único responsável pela organização de um desses eventos, que tinha mais de 18 anos. Está sendo determinada a suspensão desses servidores do Discord, dos canais do Discord, em que aconteceram esses episódios”.
Para quem precisa de apoio emocional, além de acionar a rede de apoio, o acolhimento inicial pode ser feito através do número 188, o número do Centro de Valorização da Vida (CVV), válido em todo território nacional e é gratuito.
O Sistema Único de Saúde (SUS) promove a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que fazem o acolhimento para quem precisar sem necessidade de agendamento.
Os serviços de atenção básica, conhecidos como postinhos de saúde, também podem realizar consultas com enfermeiras, promovendo um acolhimento inicial no momento de sofrimento.
Há ainda instituições sem fins lucrativos que oferecem apoio e informação:
- Centro de Valorização da Vida
- Associação Brasileira dos sobreviventes Enlutados por Suicídio
- Instituto Vita Alere
- Rede Pode Falar (para jovens de 13 a 24 anos)
- Instituto Bia Dote





