RIO — A ciência nunca investigou nada com a mesma intensidade como a Covid-19. Quase 350 mil estudos já forma publicados sobre o patógeno, de acordo com a empresa britânica Digital Science. No entanto, algumas questões muito importantes ainda precisam ser resolvidas após um ano de pandemia.
Ainda não se sabe como o novo coronavírus chegou ao mercado de animais vivos de Wuhan. O cientista dinamarquês Peter Ben Embarek, chefe da missão da Organização Mundial de Saúde (OMS) enviada à China para investigar a origem da pandemia, disse em 9 de fevereiro que é “extremamente improvável” que o vírus tenha saído de um laboratório.
Esse comitê de especialistas trabalha com a hipótese principal de que o coronavírus se originou em morcegos e passou para os humanos por meio de uma espécie animal intermediária, talvez uma presente nas fazendas de peles do país asiático. Outros pesquisadores, como o virologista francês Etienne Decroly, são mais céticos.
— Várias hipóteses ainda são possíveis, zoonose, acidente de laboratório, e devem ser investigadas — diz o especialista da Universidade de Aix-Marseille.
Decroly é um dos 26 signatários de uma carta aberta enviada a jornais de todo o mundo, incluindo o espanhol El País, para exigir “uma investigação forense internacional completa e irrestrita” sobre a origem do vírus. Os autores relembram a opacidade da ditadura chinesa e pedem para considerar “todos os cenários possíveis”, incluindo a hipotética infecção de um trabalhador de laboratório ao manusear amostras animais.





