Um fotógrafo esperou cerca de uma hora na tarde desta quinta-feira (28) para fazer o registro de uma arara canindé, que estava no conforto de casa e que só pelo olhar, não queria ser incomodada e muito menos, sair do topo do coqueiro, localizado na avenida Hiroshima, região norte de Campo Grande.
De acordo com o fotógrafo, André Bittar, de 27 anos, especialista em fotografar a vida selvagem, a ave ao notar que era observada, timidamente decidiu ceder e, na sequência, sair do ninho e pousar acompanhada para novas imagens.
Segundo Bittar, no local que foi feito o registro, há vários ninhos de araras. Ele conta que a canindé que estava sozinha no coqueiro, chegou a brincar de sair e se esconder durante o ensaio fotográfico. Para conseguir fazer registro de outras aves, permaneceu no local por mais de três horas.
Em outrubro, o fotógrafo flagrou 23 andorinhas tomando “banho de chuva” em uma pousada localizada em Miranda, no Pantanal sul-mato-grossense. Ao todo, foram 72 cliques até ele chegar à imagem, em que os pássaros sobrevoam e aproveitam uma cerca e no lugar “se deliciam” com a chuva, a segunda após um período de estiagem e combate a incêndios na região.
“Naquele momento algo mágico começou a acontecer. Parece que é um lance entre elas, uma brincadeira”, contou Bittar, que esperou 50 minutos para fazer o clique. Na ocasião, ele diz que colocou uma toalha para não molhar a máquina fotográfica e observou o momento em que várias andorinhas chegaram à pousada, algo difícil de acontecer, segundo o profissional.





