
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou neste sábado que retirou sua candidatura à presidência do Senado. Ele subiu à tribuna durante a segunda tentativa de realização do pleito e afirmou que o processo deixou de ser “democrático”. Para o parlamentar, a decisão de seus opositores de abrir o voto, apesar da eleição ser secreta, foi uma tentativa de “constranger a maioria”. “Não vou me submeter.” O político ainda acusou seus adversários de quererem “ganhar de todo o jeito”. “Se eles podem tudo, sou eu que vou ser contra a Constituição?”
“Não sou candidato, para defender a democracia e o interesse do Brasil”, acrescentou. “Eu não sou o Jean Wyllys. Eu não vou renunciar o meu mandato. Eu vou ficar aqui.”
O senador “anunciou” seu rival, Davi Alcolumbre (DEM-AP), como o novo presidente da Casa. Embora a votação ainda não tenha terminado, a desistência do cacique emedebista, de fato, abre caminho para uma vitória de Alcolumbre, que era o seu principal adversário na disputa. Depois da retirada da candidatura, o candidato Angelo Coronel (PSD-BA) pediu os votos do eleitores de Renan.
Após algum debate, os senadores e a Mesa Diretora decidiram continuar a votação normalmente, apesar da desistência do candidato.




