Confiança inabalável na Justiça, diz ex-governador sobre arquivamento de ação penal

STJ encerrou processo por inexistência de provas substanciais do suposto esquema de corrupção

Confiança inabalável na Justiça, diz ex-governador sobre arquivamento de ação penal
(Foto: Chico Ribeiro/Governo de MS)

O ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) comentou em entrevista ao programa de rádio Noticidade, da FM Cidade 97, o arquivamento da ação penal na qual ele era investigado por esquema de corrupção. O processo era resultante da Operação Vostok, de 2018, que acusou Reinaldo e outras autoridades de receberem propina da JBS.

“Realmente eu sempre acreditei na justiça. Desde 2018, eu disse que a justiça uma hora ia prevalecer. A ação passou por várias instâncias (…) Ao  final era uma delação sem provas, um conluio para me prejudicar politicamente. Nunca fiz isso. Nunca cometi nenhum erro”, afirmou ao apresentador Rodrigo Nascimento, o Rodrigão.

A delação a que se refere Azambuja foi feita dono do JBS, Wesley Batista. Em depoimento de delação premiada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário disse que havia um esquema de troca de incentivos por propina envolvendo o grupo JBS e o governo de MS.  O grupo teria pago cerca de R$ 22 milhões durante o governo de Azambuja, sendo que R$ 10 milhões teriam sido entregues diretamente ao ex-governador.

Reinaldo sempre negou as acusações. “Eu agradeço principalmente pela confiança da população. Reeleger um governador naquele momento com toda a parafernália de acusações é muita confiança. Gratidão à família, amigos e população de MS que permitiu a gente concluir o mandato”, considerou.

Vale mencionar que o ex-governador não se tornou réu durante os trâmites da ação, pois, nenhuma denúncia foi recebida pela justiça. Reinaldo é atualmente presidente regional do PL e pré-candidato ao Senado.

O inquérito foi encerrado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ)  nesta semana. O STJ avaliou a inexistência de provas substanciais para a continuidade do processo. A decisão do arquivamento é da ministra Maria Isabel Gallotti e segue o entendimento do ministro Dias Toffoli, do STF.

Em análise anterior, Toffoli entendeu que a acusação estava sustentada essencialmente em delações premiadas, sem a existência de elementos independentes capazes de confirmar os relatos dos colaboradores. Para o ministro, faltava a chamada “justa causa” para a abertura e manutenção da ação penal.

FonteDiário Digital

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