Peixe vence Sport sem dificuldades, volta a depender só de si para fugir do rebaixamento, mas não pode vacilar contra Juventude e Cruzeiro
Por Bruno Gutierrez — Santos, SP
O Santos fez o dever de casa na vitória sobre o Sport por 3 a 0, nesta sexta-feira, na Vila Belmiro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contra o lanterna e primeiro rebaixado da competição, o Peixe dominou a partida e conquistou os três pontos sem passar sustos.
O Santos fez o dever de casa na vitória sobre o Sport por 3 a 0, nesta sexta-feira, na Vila Belmiro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contra o lanterna e primeiro rebaixado da competição, o Peixe dominou a partida e conquistou os três pontos sem passar sustos.
O Santos volta a depender apenas de si para se manter na Série A. Porém, o time não pode deixar de ter o senso de urgência. Hoje, a vantagem para o Internacional está no saldo de gols, tendo diferença de apenas um gol a menos que o rival. É muito pouco para tranquilizar.
É preciso que o Peixe tenha o mesmo nível de entrega nas duas rodadas finais, contra Juventude e Cruzeiro, para assegurar a permanência e evitar que a Vila Belmiro passe por um cenário semelhante ao enfrentado em 2023.
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Gol de Neymar em Santos x Sport — Foto: Mauricio De Souza/AGIF
Em campo, em que pese a fragilidade do adversário, o Santos finalmente soube se impor contra um time que está na zona de rebaixamento. Depois de sofrer contra Vitória e Fortaleza, o Peixe controlou o jogo durante todo o tempo, sem ser ameaçado pelo Sport em nenhum momento.
Quando ainda deu algum espaço para que os pernambucanos pudessem utilizar contra-ataques, o time também esteve bem nas coberturas, sempre com dois ou três atletas voltando para ajudar na marcação. Talvez essa tenha sido uma das raras partidas em que o goleiro Gabriel Brazão não fez uma defesa difícil.
Neymar, mesmo com as limitações causadas pelo problema no joelho esquerdo, foi titular e importantíssimo na construção do jogo em si. Passaram por ele todos os gols santistas. Seja cobrando os escanteios ou, também, deixando o seu. O craque consegue fazer a diferença.
Atuando como um meia avançado, Neymar ajudou na criação e encontrou espaços na defesa do Sport. O camisa 10 foi um desafogo em um setor que sofreu durante a temporada com a ausência de um jogador que fizesse essa função. Ele deixou de ficar buscando a bola na defesa. Atuou numa faixa menor de campo, mas sendo decisivo.
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Guilherme e Neymar comemoram gol do Santos contra o Sport — Foto: Jota Erre/AGIF
O treinador santista também “ousou” ao abrir mão dos três volantes e sacando Zé Rafael para ter um trio formado por Barreal, Guilherme e Tiquinho Soares, com Neymar sendo esse meia-armador. Um time que se mostrou mais propositivo.
A escolha se provou acertada, também, pela ótima atuação da dupla de volantes formada por Willian Arão e João Schmidt. O primeiro vem cada vez mais se firmando como um pilar defensivo. Já o segundo fez uma partida exemplar, com muitas interceptações e sendo coroado com um gol.
Agora, o Santos esbarra na maior da suas dificuldades: a regularidade. O time não consegue fazer duas partidas em alto nível e, contra o Sport, foi um dos bons jogos. É preciso sustentar esse nível de atuação por mais 180 minutos.
Sobretudo na quarta-feira que vem. A próxima final será contra o Juventude, que o Peixe ajudou a rebaixar com o resultado contra o Sport. Assim como foi frente aos pernambucanos, o time de Vojvoda precisa tentar se impor e controlar o jogo. Uma vitória é fundamental para que o time possa, quem sabe, se livrar do risco de Z-4 com uma rodada de antecedência.
Esse mesmo nível também terá que ser apresentado contra o Cruzeiro, na rodada final. O Santos dá sinais de que merece permanecer na Série A. É preciso confirmar isso.





