O fluxo de caminhões ainda era lento na manhã deste sábado (13) e formou uma fila de quase dois quilômetros na rodovia Ramão Gomes, que dá acesso à Bolívia por Corumbá, município distante 415 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia boliviana, as manifestações foram pacíficas e não houve registro de nenhum dano.
Os caminhoneiros bolivianos liberaram a fronteira no início da noite de sexta-feira (12). Esse foi o terceiro bloqueio dos manifestantes. Os profissionais ficaram pelo menos dois dias sem atravessar a fronteira. Os veículos menores andaram na contramão e no acostamento para ultrapassar os caminhões, o que acabou causando mais transtornos no trânsito.
Desde o momento da liberação, na noite de ontem, a os militares da polícia do país vizinho organizavam o trânsito de carros e veículos pesados na linha internacional e multavam os que estavam atrapalhando o tráfego.
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O comércio da Bolívia que ficou fechado ontem, neste sábado voltou a abrir. O bloqueio também afetou o comércio do lado brasileiro. Com o dólar favorecendo a moeda boliviana, visitantes do país vizinho representam hoje 30% do movimento nas vendas de Corumbá.
Médicos e motoristas aguardam uma resposta das autoridades bolivianas. Os manifestantes querem a anulação da mudança do Código Penal que prevê punições a profissionais da saúde em caso de negligência e para motoristas em caso de infrações de trânsito.
A anulação já foi votada pelos deputados, segue para o senado e, depois, para a sanção do presidente Evo Morales. Mesmo assim, os manifestantes pedem que o governo boliviano revogue toda a mudança anunciada sobre o código.
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