Projeto Wolbachia: Alternativa para redução da dengue, zika e chikungunya pelo Aedes aegypti

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (8), a assessoria técnica da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV-Sesau), Rosana Mercado, usou a Tribuna para falar sobre o Projeto Wolbachia, com objetivo de promover a substituição de Aedes aegypti por mosquitos com a bactéria Wolbachia, que tem capacidade reduzida de transmitir arboviroses como dengue, zika e chikungunya. O convite para falar sobre o tema foi feito pelo vereador Chiquinho Telles.

De acordo com Rosana Mercado, o Projeto Wolbachia é o mosquito aliado contra a doença. “A wolbachia é uma bactéria naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos da natureza como a mosca da fruta, abelha e borboletas, quando inserida no Aedes aegypti reduz a capacidade do mosquito transmitir a dengue, zika e Chikungunya”, explicou.

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Segundo a assessoria técnica da Sesau, Rosana Mercado, o Projeto Wolbachia foi implantado inicialmente no Rio de Janeiro.  Foi implantado entre agosto de 2015 e o início de 2016 como projeto piloto no Rio de Janeiro, obteve sucesso na implementação do projeto com mais de 20 mil pessoas envolvidas nas atividades. Com este êxito buscaram parcerias e expandiram o projeto para as cidades de Belo Horizonte, Petrolina e a nossa Capital, Campo Grande”, detalhou.

“A intenção é implantar a bactéria nos ovos do Aedes aegypti, afim de que nasçam modificados e se proliferem, tendo assim uma população de Aedes modificados que seja maior que a população Aedes aegypti normal, minimizando os efeitos da tríplice epidemia”, complementou.

Para esclarecimento da população, Rosana Mercado enfatizou que a bactéria Wolbachia não irá interferir na saúde da população. “Ela é uma bactéria intracelular, tem várias limitações e ela não é transmitida pelo Aedes na sua picada, então ela  vai ficar lá dentro do mosquito e não tem contato com o ser humano, é a mesma coisa da abelha, não tem contato com nada”, alegou.

Por fim, Rosana Mercado afirmou que a intenção é buscar alternativas para controlar epidemias na cidade. “Sabemos o quanto é difícil enfrentar uma epidemia e enfrentamos uma epidemia totalmente atípica este ano. Então, buscamos novas formas de combater esse vetor, e a Wolbachia veio para nos auxiliar nisso”, finalizou.

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